E se ouvisses as coisas da tua morte em própria vida?
E se um decaído do Céu te abraçasse afim de consolar teus tormentos presentes e futuros?
E se tua alegria abandonasse os teus passos só para ver-te em mágoa?
E se teus dias te fossem doridos mais que a brasa fervente nos olhos?
E se dissessem que o amor de seus quereres te fosse embora sem dizer adeus?
O peso dos pesos é o passado que teima em ficar;
É a roda infindável dos dias;
Um Prometeu sob a ira dos deuses.
- A morte como consolo, acaso quererias?
RAFAEL DE SOUZA
