Aos traidores…

Ao Excremento Metafísico

 

Só mesmo no seio do nada metafísico

Podemos apreciar uma imensa trama de traições.

A honradez, a confiança e a sinceridade

Pertencem aos que nada crêem, e aos que nada são

Além do alcance da visão.

 

– Quimera, tu mereces os vermes e a merda!

 

Seria eu brando demais se desejasse apenas o seu esquecimento,

Por isso desejo-te a vida,

A vida entre os tormentos e excrementos,

Entre as dores e a imagem de teu carrasco:

Sou eu, quebro-te dedo a dedo,

Perfuro-te os olhos, cauterizo-te o ânus,

Ferro-te os pés – feito as patas de uma besta!

 

Sou a folha que mata a raiz,

E em verde tom, continuo vivo, filósofo e feliz.

 

RAFAEL DE SOUZA

 

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Published in: on abril 2, 2010 at 6:10 pm  Deixe um comentário  

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