Vida, verdade e mentira…

LUDIBRIAÇÃO

 

Mentira? Sim, amo a mentira.

Mente, pois brota a verdade

Tal qual mel apanhado por Hebe.

 

Mente Anjo de candura,

Inda que fales dos Salmos e Evangelhos,

Mente o Alcorão ao pé do meu ouvido,

Mente tudo de mais sagrado;

Mente, ama teu panegírico.

 

Mente o céu, a terra e o amor,

Mente os ventos e a atração,

Mente os sonhos, minha ilusão.

 

Mente o tanto que te apetecer,

Mente a vida e a imaginação,

Mente as frases que me dedicar,

Mente as chamas da tua paixão!

 

Mentira? Sim, amo a mentira.

Inda que me custe a verdade,

Inda que me custe as flores, as cores, os ais.

 

Amiga, tua mentira imácula assaz!

Ouve teu vassalo tão crente

E apenas mente, mente, mente…

Oh, jaculatória da paz!

 

RAFAEL DE SOUZA

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Published in: on abril 15, 2010 at 3:38 am  Comments (2)  

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Ora, Rafael

    como eu suponho já tenha demonstrado, o poema está muito bonito, muito fluido e agradável. A única exceção, se me permite, seria “imácula assaz” e “jaculatória da paz”, pois que não me soa bem aos ouvidos, no ritmo, e na composição semântica, parece um pouco deslocado.

    Se me permite uma sugestão, deixa somente os versos centrais da última estrofe, que há de ficar, ao menos aos meus ouvidos, mais simples e mais encaixado.

    Deixando de lado o aspecto estrutural, gostaria de dizer que, ao ler o poema, mais exatamente logo depois de lê-lo, me ocorreu que:

    se alguém ama a mentira, como se pode mentir para ela? aliás, como amar sem reconhecer o objeto do amor? Mas, eis que, ao escrever este me “ocorrimento”, percebo que: se se percebe o objeto do amor, já não se ama; pois que amar, no fundo, é ver tudo no(a) amante, exceto aquilo que se vê (hehehe).

    Um grande abraço.

  2. Iai professo adorei esse poema principalmente essa parte
    Amiga, tua mentira imácula assaz!

    Ouve teu vassalo tão crente

    E apenas mente, mente, mente…

    Oh, jaculatória da paz

    me lembrou uma EX – amiga mas adorei tá
    tcauzinho


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