Ao Companheiro Mal-Agouro

E se ouvisses as coisas da tua morte em própria vida?

E se um decaído do Céu te abraçasse afim de consolar teus tormentos presentes e futuros?

E se tua alegria abandonasse os teus passos só para ver-te em mágoa?

E se teus dias te fossem doridos mais que a brasa fervente nos olhos?

E se dissessem que o amor de seus quereres te fosse embora sem dizer adeus?

O peso dos pesos é o passado que teima em ficar;

É a roda infindável dos dias;

Um Prometeu sob a ira dos deuses.

– A morte como consolo, acaso quererias?

RAFAEL DE SOUZA

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Published in: on junho 14, 2011 at 1:42 am  Comments (1)  

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  1. Simplesmente fantástico!
    Eu adorei esse lance de ouvir a própria morte ainda em vida!
    Muito bom Rafa..

    Abraços,


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