Queresperava

Não quero o ciúme de Hera,

Nem quero ter línguas de fogo.

Não quero não quero, quisera,

Mas fora nos tempos de moço.

 

Não quero ter nada, não quero!

Não quer uma vida sonhada.

Não quero, não quero ser nada.

Não quero, não quero, não quero!

 

Não quero poder, quero amor,

Não quero ter sonhos; instantes;

Depois eu não quero, nem antes.

Não quero paixões, quero a dor.

 

Eu quero sofrer, mas em paz,

Não tenhas ciúmes de mim.

Eu quero um amor só assim,

Que seja somente o que faz.

 

Não quero clamar por amor,

Não quero pedir por riqueza.

Mais rico serei na pobreza,

Mais nobre serei com mia dor.

 

Não quero, não quero ser nada.

Não quero, não quero, contudo.

Que saibam: ser nada é ser tudo.

E mais: que ser tudo é ser nada!

(Alex Rogério Carleto, vulgo eu)

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Published in: on abril 30, 2010 at 8:25 pm  Comments (3)